A todos os participantes do "Desvenda o Último Cais" informa-mos:
Visto que tanto a semana que passou como esta próxima são semanas de testes e entrega de trabalhos, a resposta ao segundo enigma pode ser entregue até dia 4 de Abril.
O Último Cais
domingo, 21 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Resposta ao enigma I
O Primeiro Cais - Respostas correctas:
1. Os motivos que levaram o investigador a prender o guarda foram:
- O relógio do organista parou na altura do crime (12.oo). Tendo em conta o depoimento do guarda "Sr. Cardoso que chegou à igreja por volta das 11 horas (...) Mais tarde, passada uma hora e meia, eu quis a ir almoçar. Então, fui avisar o Sr. Cardoso, mas do claustro, reparei no Sr. Cardoso, sentado, a tocar órgão(...)", o guarda conseguia ver e ouvir o Sr. Cardoso a tocar ao 12.30. Isto seria impossível. [15 pontos]
- O claustro situa-se no exterior das igrejas, o que tornaria impossível ao guarda ver José Cardoso no coro alto a tocar. [5 pontos]
- O som produzido por um órgão de tubos é de tal maneira forte e imponente que não era possível ouvir-se o ruído do tiro. [5 pontos]
- A pasta e a cadeira, apesar de serem elementos invulgares, visto que a primeira não foi achada e a segunda já devia estar no coro alto, são irrelevantes como prova incriminatória do guarda.
2. Aceitamos qualquer resposta desde que fosse coerente com os dados fornecidos no enigma. [25 pontos]
1. Os motivos que levaram o investigador a prender o guarda foram:
- O relógio do organista parou na altura do crime (12.oo). Tendo em conta o depoimento do guarda "Sr. Cardoso que chegou à igreja por volta das 11 horas (...) Mais tarde, passada uma hora e meia, eu quis a ir almoçar. Então, fui avisar o Sr. Cardoso, mas do claustro, reparei no Sr. Cardoso, sentado, a tocar órgão(...)", o guarda conseguia ver e ouvir o Sr. Cardoso a tocar ao 12.30. Isto seria impossível. [15 pontos]
- O claustro situa-se no exterior das igrejas, o que tornaria impossível ao guarda ver José Cardoso no coro alto a tocar. [5 pontos]
- O som produzido por um órgão de tubos é de tal maneira forte e imponente que não era possível ouvir-se o ruído do tiro. [5 pontos]
- A pasta e a cadeira, apesar de serem elementos invulgares, visto que a primeira não foi achada e a segunda já devia estar no coro alto, são irrelevantes como prova incriminatória do guarda.
2. Aceitamos qualquer resposta desde que fosse coerente com os dados fornecidos no enigma. [25 pontos]
terça-feira, 16 de março de 2010
ENIGMA II - Crime em Chicago
O Segundo Cais
Crime em Chicago
São 11 horas da manhã. Estás a ouvir o teu programa favorito da rádio onde está a ser traduzido um caso policial em directo de Chicago (E.U.A).
«Atenção radiouvintes! Atenção ao Departamento de Polícia onde estamos a transmitir os depoimentos dos principais suspeitos implicados na morte do célebre milionário Percy Smith. O corpo foi encontrado morto há cerca de uma hora e desconhece-se a causa da morte. Atenção!
1º Depoimento - A Secretária: Afinal, que sei eu? Nada, infelizmente. Quando ouvi barulho (eu moro cima do escritório do Percy), desci e vi-o, morto! É tudo o que sei. Oh, destino cruel!
2º Depoimento - A Noiva: Meu amor, meu Percy! Tão cedo partiu e tão ingloriamente... O que vai ser de mim!? Deve ser obra daquela mulher, da secretária! Meu Deus! Ontem estava tão alegre, em minha casa...
3º Depoimento - Sir Alexander Montreal: O que eu sei é de extrema inutilidade ... Ou, por outro lado, de extrema utilidade para o criminoso. Sim, de certo que houve crime. O Percy era covarde de mais para se suicidar. Apenas sei que está morto e que ontem, por volta da meia-noite, saiu de minha casa bem-disposto.
4º Depoimento - Sr. Parsoms, um antigo "parasita" da vítima: Na noite passada, acompanhei o Percy a casa do seu amigo, Sir Montreal, ao qual fui apresentado. Mal reparei nesse novo amigo. Reparei, sim, na sua gentil filha mas, infelizmente, ela estava noiva do Percy. Há cerca de uma hora, perto da hora do crime, fui ter com Percy ao seu escritório e, quando estava a pouco mais de 100 metros de distância do local, vi Sir Montreal a sair furtivamente por uma janela do edifício. Não sei o que foi lá fazer. Isso é com ele, ok?»
Ficas-te curioso?
Investiga, tendo em conta todos os depoimentos:
1. Quem matou Percy Smith? Justifica.
2. Porque achas que ele(a) cometeu este crime?
P.S.: Não te esqueças da diferença de fuso horário entre Portugal e Chicago
___
INFORMAÇÃO:
Podes enviar a resposta para o nosso e-mail medforense.esmc09@gmail.com ou entregá-la na biblioteca da escola (no acto de entrega refere que a resposta deverá ser entregue ao grupo de Área de Projecto do 12ºA que está a fazer o trabalho sobre "Medicina Legal").
A resposta deverá ser entregue até ao dia 21 de Março (Domingo).
Amanhã iremos postar a resposta correcta do Primeiro Cais.
Crime em Chicago
São 11 horas da manhã. Estás a ouvir o teu programa favorito da rádio onde está a ser traduzido um caso policial em directo de Chicago (E.U.A).
«Atenção radiouvintes! Atenção ao Departamento de Polícia onde estamos a transmitir os depoimentos dos principais suspeitos implicados na morte do célebre milionário Percy Smith. O corpo foi encontrado morto há cerca de uma hora e desconhece-se a causa da morte. Atenção!
1º Depoimento - A Secretária: Afinal, que sei eu? Nada, infelizmente. Quando ouvi barulho (eu moro cima do escritório do Percy), desci e vi-o, morto! É tudo o que sei. Oh, destino cruel!
2º Depoimento - A Noiva: Meu amor, meu Percy! Tão cedo partiu e tão ingloriamente... O que vai ser de mim!? Deve ser obra daquela mulher, da secretária! Meu Deus! Ontem estava tão alegre, em minha casa...
3º Depoimento - Sir Alexander Montreal: O que eu sei é de extrema inutilidade ... Ou, por outro lado, de extrema utilidade para o criminoso. Sim, de certo que houve crime. O Percy era covarde de mais para se suicidar. Apenas sei que está morto e que ontem, por volta da meia-noite, saiu de minha casa bem-disposto.
4º Depoimento - Sr. Parsoms, um antigo "parasita" da vítima: Na noite passada, acompanhei o Percy a casa do seu amigo, Sir Montreal, ao qual fui apresentado. Mal reparei nesse novo amigo. Reparei, sim, na sua gentil filha mas, infelizmente, ela estava noiva do Percy. Há cerca de uma hora, perto da hora do crime, fui ter com Percy ao seu escritório e, quando estava a pouco mais de 100 metros de distância do local, vi Sir Montreal a sair furtivamente por uma janela do edifício. Não sei o que foi lá fazer. Isso é com ele, ok?»
Ficas-te curioso?
Investiga, tendo em conta todos os depoimentos:
1. Quem matou Percy Smith? Justifica.
2. Porque achas que ele(a) cometeu este crime?
P.S.: Não te esqueças da diferença de fuso horário entre Portugal e Chicago
___
INFORMAÇÃO:
Podes enviar a resposta para o nosso e-mail medforense.esmc09@gmail.com ou entregá-la na biblioteca da escola (no acto de entrega refere que a resposta deverá ser entregue ao grupo de Área de Projecto do 12ºA que está a fazer o trabalho sobre "Medicina Legal").
A resposta deverá ser entregue até ao dia 21 de Março (Domingo).
Amanhã iremos postar a resposta correcta do Primeiro Cais.
terça-feira, 9 de março de 2010
ENIGMA I - A Morte em tempo de Quaresma
O Primeiro Cais
A morte em tempo de Quaresma
No coro alto da igreja de um mosteiro, junto ao órgão de tubos, foi encontrado o cadáver de um homem.
Tratava-se de José Cardoso, o organista da igreja.
Junto a si, encontrava-se a cadeira onde se sentava para praticar, caída no chão, e uma bala, que mais tarde se apurou pertencer à arma utilizada na morte do músico.
A equipa de ciência forense, contactada pelo guarda do mosteiro, mal chegou ao local, após o isolar a área do crime, começou por fazer uma análise minuciosa ao recinto do coro alto, onde José fora assassinado. Foi logo no momento determinado que o crime se tratava de um assassinato porque o posicionamento da bala não deixava dúvidas de que se tratava de um homicídio.
Alguém matou o desafortunado músico, deixando ao pé do cadáver a arma do crime, no intuito irrisório de simular um suicídio.
Além da cadeira tombada e do relógio de bolso de José Cardoso parado nas 12 horas (que intuitivamente concluiu-se que a paragem do relógio foi causada pela queda do relógio no momento do disparo), não foram descobertas mais nenhumas provas relevantes para o desvendar do crime.
Restava, para raciocínio final e estudo do problema, ouvir o relato do guarda, pois era a única pessoa que se encontrava no local à hora do crime.
“O Sr. Cardoso que chegou à igreja por volta das 11 horas e, depois de me cumprimentar, pegou numa cadeira e na sua pasta e encaminhou-se para o coro alto, dizendo que iria ensaiar alguns números do seu vasto reportório, que iria tocar agora no tempo da Quaresma.
Mais tarde, passada uma hora e meia, eu quis a ir almoçar. Então, fui avisar o Sr. Cardoso, mas do claustro, reparei no Sr. Cardoso, sentado, a tocar órgão, e não o quis interromper. Ao sair pela porta principal ouvi qualquer coisa que me pareceu um tiro e deixei de ouvir o órgão de tubos.
Assustado, retrocedi, e caminhei apressadamente para o coro alto, encontrando aí o Sr. Cardoso morto.
Foi então que chamei a polícia. Não sei mais nada!”.
O investigador esboçou um sorriso vitorioso quando acabou de ouvir o relato do guarda do mosteiro. Apenas disse: “Há, nas suas declarações, alguns aspectos que não estão certos. Terá de me explicar melhor no posto da Polícia Judiciária. Considere-se preso.”
A morte em tempo de Quaresma
No coro alto da igreja de um mosteiro, junto ao órgão de tubos, foi encontrado o cadáver de um homem.
Tratava-se de José Cardoso, o organista da igreja.
Junto a si, encontrava-se a cadeira onde se sentava para praticar, caída no chão, e uma bala, que mais tarde se apurou pertencer à arma utilizada na morte do músico.
A equipa de ciência forense, contactada pelo guarda do mosteiro, mal chegou ao local, após o isolar a área do crime, começou por fazer uma análise minuciosa ao recinto do coro alto, onde José fora assassinado. Foi logo no momento determinado que o crime se tratava de um assassinato porque o posicionamento da bala não deixava dúvidas de que se tratava de um homicídio.
Alguém matou o desafortunado músico, deixando ao pé do cadáver a arma do crime, no intuito irrisório de simular um suicídio.
Além da cadeira tombada e do relógio de bolso de José Cardoso parado nas 12 horas (que intuitivamente concluiu-se que a paragem do relógio foi causada pela queda do relógio no momento do disparo), não foram descobertas mais nenhumas provas relevantes para o desvendar do crime.
Restava, para raciocínio final e estudo do problema, ouvir o relato do guarda, pois era a única pessoa que se encontrava no local à hora do crime.
“O Sr. Cardoso que chegou à igreja por volta das 11 horas e, depois de me cumprimentar, pegou numa cadeira e na sua pasta e encaminhou-se para o coro alto, dizendo que iria ensaiar alguns números do seu vasto reportório, que iria tocar agora no tempo da Quaresma.
Mais tarde, passada uma hora e meia, eu quis a ir almoçar. Então, fui avisar o Sr. Cardoso, mas do claustro, reparei no Sr. Cardoso, sentado, a tocar órgão, e não o quis interromper. Ao sair pela porta principal ouvi qualquer coisa que me pareceu um tiro e deixei de ouvir o órgão de tubos.
Assustado, retrocedi, e caminhei apressadamente para o coro alto, encontrando aí o Sr. Cardoso morto.
Foi então que chamei a polícia. Não sei mais nada!”.
O investigador esboçou um sorriso vitorioso quando acabou de ouvir o relato do guarda do mosteiro. Apenas disse: “Há, nas suas declarações, alguns aspectos que não estão certos. Terá de me explicar melhor no posto da Polícia Judiciária. Considere-se preso.”
PERGUNTAS:
1- O que levou o investigador de ciências forenses e criminais a prender o guarda do mosteiro? Enuncia as razões e explica-as.
2- Que te parece que tenha acontecido?
CONSEGUIRÁS DESVENDAR O ÚLTIMO CAIS?
Até breve!
“O Último Cais” – 12º A , Área de Projecto
__
Informação:
Como foi referido no e-mail a quem foi possível enviar, este enigma deverá ser resolvido até Domingo, dia 14 de Março. Aos participantes que não responderem até à data será atribuída a pontuação de 0 pontos.
A resposta ao enigma será exposta apenas no blogue durante a semana seguinte.
O Enigma II será afixado nos pavilhões e divulgado no nosso blogue a partir de dia 15 de Março, 2ª feira.
segunda-feira, 1 de março de 2010
PERÍCIAS E PROCEDIMENTO CLÍNICOS
Relembrando, um perito é aquele que interpreta factos, criando assim provas que conduzirão a uma decisão por parte do juiz
Elas são realizadas através de exames de: clínica médico-legal, patologia forense, biologia e genética forense e toxicologia. Podem ser realizadas em seres humanos vivos, cadáveres, esqueletos, animais e objectos.
Nos vivos, os exames são realizados no intuito de diagnosticar lesões corporais, paternidade, contaminações, doenças, etc.
Nos cadáveres e nos esqueletos visam identificá-los e diagnosticar a causa de morte. Ainda nos cadáveres pode ser identificada a presença de veneno ou droga.
Nos animais, as perícias são realizadas para identificação da arma agressora, toxicologia, etc.
Nos objectos como pêlos, unhas, impressões digitais, esperma, sangue, roupas, móveis, utensílios são realizados exames periciais para identificação.
Um perito deve saber dar resposta ao objectivo das perícias, de forma imparcial e objectiva, e traduzir a sua complexidade por palavras simples para que juristas e outros profissionais a possam apreciar sobre bases concretas, de modo a que a decisão judicial seja adequada.
É este que, posteriormente, realizará o relatório pericial tendo em conta o objecto da perícia, a linguagem e os conceitos usados e as normas e modelos de relatórios periciais.
Clínica Forense
É na área de Clínica Forense que se realiza a avaliação do dano corporal (incluindo exames sexuais), avaliação do estado psicológico e psíquico da vítima e outros envolvidos entre outros exames necessários.
Possui três disciplinas dentro da área: a Clínica Médico-Legal, a Psiquiatria Forense e a Psicologia Forense
A Clínica Médico-Legal é a disciplina que analisa as causas que podem deformar a capacidade de entendimento da testemunha, da confissão, do delinquente e da vítima. Compete-lhe a realização de exames e perícias em pessoas, para descrição e avaliação dos danos provocados na integridade psico-física, nos diversos domínios do direito, designadamente no âmbito do direito penal, civil e do trabalho.
À Psiquiatria Forense compete-lhe a realização de perícias e exames psiquiátricos e psicológicos solicitados à delegação. É um ramo da medicina legal que se propõe esclarecer os casos em que alguma pessoa, pelo estado especial da sua saúde mental, necessite de consideração particular perante a lei.
A Psicologia Forense estuda os problemas da psicologia normal que interessam à medicina legal. São estudados os limites e modificadores da responsabilidade e da capacidade, as doenças mentais e suas aplicações forenses, a periculosidade e ligeiras referências à medicina legal nas prisões. Estuda o depoimento dos menores, dos idosos, dos psicopatas, dos emocionados e apaixonados, das mulheres, aprecia o depoimento oral e escrito.
Patologia Forense
É na área de Patologia Forense que se realizam exames do hábito externo de cadáveres como: autópsias, exumações, embalsamamentos, estudos antropológicos, exames histopatológicos.
Possui quatro disciplinas dentro da área: a Tanatologia, a Anatomia Patológica, a Antropologia e Odontologia.
A Tanatologia Forense é a componente da medicina legal que está ligada aos fenómenos da morte, interessando-lhe o estudo minucioso do cadáver. Como tal, a principal técnica utilizada nesta área é a autópsia médico-legal. Essa autópsia é realizada sempre que haja uma morte violenta pois, se a morte for natural não é necessário um estudo tão minucioso.
A autópsia médico-legal tem como objectivos a identificação do cadáver; o mecanismo da morte e a sua causa.
Pode considerar-se que ela compreende duas fases: exame externo e exame interno.
No exame externo o médico legista analisa vestígios que sejam visíveis a “olho nu” como queimaduras e cortes.
O exame interno compreende a abertura do cadáver. Este procedimento tem em vista a observação directa dos órgãos e sistemas para que se possam registar as suas alterações morfológicas, patológicas ou traumáticas, sendo estes muitas vezes retirados para serem vistos individualmente. Pode também ser necessário a recolha de fluidos corporais ou vísceras e seus conteúdos para exames complementares.
A Anatomia Patológica é o ramo da Patologia que estuda as lesões causadas pelas doenças.
O médico especialista em Anatomia Patológica é o responsável pelo exame de qualquer tecido ou órgão retirado de um indivíduo. Após minucioso exame macroscópico e microscópico, o Patologista chega a uma conclusão diagnóstica que vai orientar o tratamento e prognóstico do paciente.
A Antropologia Forense é a aplicação legal da ciência antropológica, com o objectivo de ajudar à identificação de cadáveres e à determinação da causa de morte. Este ramo da antropologia é aplicado em situações em que existem danos consideráveis induzidos a um corpo, vestígios esqueléticos ou outro qualquer material que se assemelhe a tecido ósseo, tais como a decomposição do mesmo, amputações, queimaduras severas ou qualquer outro elemento que cause a deformação do corpo ao ponto de se tornar irreconhecível.
A Odontologia Forense é uma área da medicina que aplica o conhecimento técnico – cientifico da estrutura dentária do cadáver, com fins de identificação.
Os dentes são estruturas fundamentais à identificação médico-legal, devido à sua resistência e especificidade podendo oferecer dados sobre o cadáver como: grupo racial, sexo, idade, altura, determinadas profissões e dados particulares.
Foi através da medicina dentária forense que se identificaram vítimas de catástrofes como o ataque ao World Trade Center, em 2001, ou do tsunami em Dezembro de 2006, na Ásia.
Esta especialidade está a evoluir favoravelmente em Portugal, mas o seu reconhecimento ainda está muito longe do que se deseja.
Toxicologia
A toxicologia é a ciência que identifica e quantifica os efeitos prejudiciais associados a produtos tóxicos - qualquer substância que pode provocar danos ou produzir transtornos no equilíbrio biológico. Estudam-se os tóxicos e as intoxicações para se conseguir estabelecer os limites de segurança entre estes e os meios biológicos.
Compete-lhe assegurar a realização de perícias e exames laboratoriais químicos e toxicológicos no âmbito das actividades da delegação e dos gabinetes médico-legais que se encontrem na sua dependência, bem como a solicitação dos tribunais, da Polícia Judiciária, da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana da respectiva área e do presidente do conselho directivo.
Genética e Biologia
A genética e biologia forense é uma das áreas da ciência forense, que utiliza os conhecimentos e as técnicas de genética e de biologia molecular, para apoiar e auxiliar a justiça, a deslindar casos sob investigação policial e/ou do Ministério Público como:
• análise de vestígios orgânicos como manchas de sangue encontradas nos locais dos crimes, de sémen deixado nas vítimas de crimes de natureza sexual, de pêlos ou cabelos;
• identificação biológica de parentesco(identificação de paternidade ou maternidade, entre outros);
• identificação genética individual (identificação de um corpo ou fragmentos de um corpo);
Elas são realizadas através de exames de: clínica médico-legal, patologia forense, biologia e genética forense e toxicologia. Podem ser realizadas em seres humanos vivos, cadáveres, esqueletos, animais e objectos.
Nos vivos, os exames são realizados no intuito de diagnosticar lesões corporais, paternidade, contaminações, doenças, etc.
Nos cadáveres e nos esqueletos visam identificá-los e diagnosticar a causa de morte. Ainda nos cadáveres pode ser identificada a presença de veneno ou droga.
Nos animais, as perícias são realizadas para identificação da arma agressora, toxicologia, etc.
Nos objectos como pêlos, unhas, impressões digitais, esperma, sangue, roupas, móveis, utensílios são realizados exames periciais para identificação.
Um perito deve saber dar resposta ao objectivo das perícias, de forma imparcial e objectiva, e traduzir a sua complexidade por palavras simples para que juristas e outros profissionais a possam apreciar sobre bases concretas, de modo a que a decisão judicial seja adequada.
É este que, posteriormente, realizará o relatório pericial tendo em conta o objecto da perícia, a linguagem e os conceitos usados e as normas e modelos de relatórios periciais.
Clínica Forense
É na área de Clínica Forense que se realiza a avaliação do dano corporal (incluindo exames sexuais), avaliação do estado psicológico e psíquico da vítima e outros envolvidos entre outros exames necessários.
Possui três disciplinas dentro da área: a Clínica Médico-Legal, a Psiquiatria Forense e a Psicologia Forense
A Clínica Médico-Legal é a disciplina que analisa as causas que podem deformar a capacidade de entendimento da testemunha, da confissão, do delinquente e da vítima. Compete-lhe a realização de exames e perícias em pessoas, para descrição e avaliação dos danos provocados na integridade psico-física, nos diversos domínios do direito, designadamente no âmbito do direito penal, civil e do trabalho.
À Psiquiatria Forense compete-lhe a realização de perícias e exames psiquiátricos e psicológicos solicitados à delegação. É um ramo da medicina legal que se propõe esclarecer os casos em que alguma pessoa, pelo estado especial da sua saúde mental, necessite de consideração particular perante a lei.
A Psicologia Forense estuda os problemas da psicologia normal que interessam à medicina legal. São estudados os limites e modificadores da responsabilidade e da capacidade, as doenças mentais e suas aplicações forenses, a periculosidade e ligeiras referências à medicina legal nas prisões. Estuda o depoimento dos menores, dos idosos, dos psicopatas, dos emocionados e apaixonados, das mulheres, aprecia o depoimento oral e escrito.
Patologia Forense
É na área de Patologia Forense que se realizam exames do hábito externo de cadáveres como: autópsias, exumações, embalsamamentos, estudos antropológicos, exames histopatológicos.
Possui quatro disciplinas dentro da área: a Tanatologia, a Anatomia Patológica, a Antropologia e Odontologia.
A Tanatologia Forense é a componente da medicina legal que está ligada aos fenómenos da morte, interessando-lhe o estudo minucioso do cadáver. Como tal, a principal técnica utilizada nesta área é a autópsia médico-legal. Essa autópsia é realizada sempre que haja uma morte violenta pois, se a morte for natural não é necessário um estudo tão minucioso.
A autópsia médico-legal tem como objectivos a identificação do cadáver; o mecanismo da morte e a sua causa.
Pode considerar-se que ela compreende duas fases: exame externo e exame interno.
No exame externo o médico legista analisa vestígios que sejam visíveis a “olho nu” como queimaduras e cortes.
O exame interno compreende a abertura do cadáver. Este procedimento tem em vista a observação directa dos órgãos e sistemas para que se possam registar as suas alterações morfológicas, patológicas ou traumáticas, sendo estes muitas vezes retirados para serem vistos individualmente. Pode também ser necessário a recolha de fluidos corporais ou vísceras e seus conteúdos para exames complementares.
A Anatomia Patológica é o ramo da Patologia que estuda as lesões causadas pelas doenças.
O médico especialista em Anatomia Patológica é o responsável pelo exame de qualquer tecido ou órgão retirado de um indivíduo. Após minucioso exame macroscópico e microscópico, o Patologista chega a uma conclusão diagnóstica que vai orientar o tratamento e prognóstico do paciente.
A Antropologia Forense é a aplicação legal da ciência antropológica, com o objectivo de ajudar à identificação de cadáveres e à determinação da causa de morte. Este ramo da antropologia é aplicado em situações em que existem danos consideráveis induzidos a um corpo, vestígios esqueléticos ou outro qualquer material que se assemelhe a tecido ósseo, tais como a decomposição do mesmo, amputações, queimaduras severas ou qualquer outro elemento que cause a deformação do corpo ao ponto de se tornar irreconhecível.
A Odontologia Forense é uma área da medicina que aplica o conhecimento técnico – cientifico da estrutura dentária do cadáver, com fins de identificação.
Os dentes são estruturas fundamentais à identificação médico-legal, devido à sua resistência e especificidade podendo oferecer dados sobre o cadáver como: grupo racial, sexo, idade, altura, determinadas profissões e dados particulares.
Foi através da medicina dentária forense que se identificaram vítimas de catástrofes como o ataque ao World Trade Center, em 2001, ou do tsunami em Dezembro de 2006, na Ásia.
Esta especialidade está a evoluir favoravelmente em Portugal, mas o seu reconhecimento ainda está muito longe do que se deseja.
Toxicologia
A toxicologia é a ciência que identifica e quantifica os efeitos prejudiciais associados a produtos tóxicos - qualquer substância que pode provocar danos ou produzir transtornos no equilíbrio biológico. Estudam-se os tóxicos e as intoxicações para se conseguir estabelecer os limites de segurança entre estes e os meios biológicos.
Compete-lhe assegurar a realização de perícias e exames laboratoriais químicos e toxicológicos no âmbito das actividades da delegação e dos gabinetes médico-legais que se encontrem na sua dependência, bem como a solicitação dos tribunais, da Polícia Judiciária, da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana da respectiva área e do presidente do conselho directivo.
Genética e Biologia
A genética e biologia forense é uma das áreas da ciência forense, que utiliza os conhecimentos e as técnicas de genética e de biologia molecular, para apoiar e auxiliar a justiça, a deslindar casos sob investigação policial e/ou do Ministério Público como:
• análise de vestígios orgânicos como manchas de sangue encontradas nos locais dos crimes, de sémen deixado nas vítimas de crimes de natureza sexual, de pêlos ou cabelos;
• identificação biológica de parentesco(identificação de paternidade ou maternidade, entre outros);
• identificação genética individual (identificação de um corpo ou fragmentos de um corpo);
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Perícias e Procedimentos Médicos e Clínicos
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