terça-feira, 1 de junho de 2010

Vencedores do Concurso

Antes de mais gostaríamos de agradecer a participação de todos os concorrentes, tanto aos mais como aos menos assíduos. Apesar de, com o desenrolar do concurso, as respostas aos enigmas terem sido menores, ficamos satisfeitos com a vossa colaboração!

Anúnciamos então os vencedores:
1º Maria Inês Carvalho, 12ºA
2º Cristiano Nunes, 12ºA

Parabéns a ambos pela luta renhida que apenas foi desempatada por uma questão de tempo.

O prémio do concurso (15€ e 10€ em cheque Fnac, para o 1º e 2º lugar, respectivamente), será entregue no dia 8 de Junho, 3ª feira, na Polivalente durante o festejo da entrega de prémios da escola.

Damos assim por encerrado o nosso concurso de engimas "Desvenda o Último Cais"

domingo, 30 de maio de 2010

Apresentação Final de Ano

Caros colegas e restante comunidade escolar,

Informamos que a nossa apresentação realizar-se-á no dia 1 de Junho, 3ªfeira, pelas 11h40.
O ponto de encontro será no Auditório do Pavilhão B mas iremos mover-nos posteriormente para os laboratórios do Pavilhão A e regressamos novamente ao Auditório.

Não percam!
O crime anda por aí

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Resposta ao Último Cais

1º A disposição dos jogadores era a seguinte:

Justificações:
• Lagartixa segredava com o Batoteiro e com o Manuel, logo estaria entre os dois (afirmação 7)
• Como neste jogo os jogadores têm de estar alternados, os colegas de equipa do Lagartixa seriam o Carlitos e o Lampanas, visto que se diz que o Batoteiro nessa noite não tivera por parceiros nem o Lampanas, nem o Lagartixa (afirmação 2)
• O Lampanas guardava as fichas dos seus parceiros, logo ele tem o seu cinzeiro cheio, ao contrário dos seus colegas de equipa
• O maneta e o Carlitos não poderiam estar na posição F2 já que não conseguiam estar a agarrar nas cartas e no copo de vinho ao mesmo tempo

2º O Batoteiro é o jogador canhoto, porque
• Segundo a foto o Lagartixa é o único que ainda não possuía cartas, logo as cartas foram distribuídas pela esquerda
• O Batoteiro tem o resto do baralho na mão direita, mas ele dava as cartas com a mão esquerda
• Porque é o único cujo cinzeiro das fichas está colocado do lado esquerdo

3º Segundo a foto, a mancha do copo de vinho está no lugar ocupado pelo jogador espanhol (Gonzalez) (F2), logo era este que estava a beber vinho no momento das detonações.


• Quem matou “O Batoteiro” foi o Lampanas pois tinha uma mão livre
• Todos os que haviam recebido o jogo tinham cartas seguras numa das mãos
• O espanhol (Gonzalez) tinha as duas mãos ocupadas visto que segura no copo com uma e na outra também tinha as cartas.
• O Carlitos tinha uma mão quebrada por um tiro durante uma rixa e na outra segurava as cartas.
• O Manuel era maneta logo só tinha uma mão disponível onde também segurava as cartas.
• O Lagartixa contava, na palma da mão as escassas marcas, e por isso utilizava as duas mãos na sua contagem, e mesmo que quisesse matar seria difícil devido à posição em que se encontrava em relação ao Batoteiro.

domingo, 23 de maio de 2010

O ÚLTIMO CAIS - O assassina do Batoteiro

O ÚLTIMO CAIS
O assassinato do Batoteiro

Tudo aconteceu numa noite calma em que vários amigos se reuniram no seu café habitual, “O Copas”, para jogar umas cartadas. Nessa noite, fora assassinado o Batoteiro (assim lhe chamavam os colegas, entre os quais tinha péssima fama).
O inspector estava tranquilo a dormir, quando foi chamado para investigar a cena de crime. Ouviu as declarações prestadas pelos assistentes e ordenou que ninguém saísse dali. Dirigiu-se para a cena de crime, onde apenas restava o cadáver do Batoteiro caído sobre o tampo, cartas e os cinzeiros com as marcas do jogo:
F. Lugar de cada jogador;
D. Cinzeiro para fichas;
C. Cartas para jogar;
O. Fichas no centro da mesa;
X. Marca de um copo de vinho;
B. Resto de um baralho de cartas;
A. Corpo do assassinado.

Seguidamente, registou os apontamentos principais das declarações conseguidas ao cabo de apertados interrogatórios:
Primeiro – O Batoteiro fora assassinado com dois tiros no estômago.

Segundo – Contrariamente ao que era habitual nos jogos de “O Copas”, o Batoteiro nessa noite não tivera como parceiros nem o Lagartixa nem o Lampanas.

Terceiro – Um dos jogadores era canhoto. Outro, o Manuel, era maneta.

Quarto – Segundo as declarações do Ricardo Miúdo, empregado de “O Copas”, todos os que já haviam recebido jogo tinham as cartas seguras numa das mãos precisamente quando soaram as duas detonações.

Quinto – Quando Carlitos foi interrogado acerca da falta de duas balas no seu revólver, explicou que tivera uma rixa ao cair da tarde, e que descarregara então os dois tiros. Além disso, exibiu o pulso direito, quebrado por uma bala durante a rixa, o que o impossibilitava de fazer qualquer movimento com aquela mão. Todos os outros confirmaram as suas declarações.

Sexto – O Lampanas guardava as fichas dos seus parceiros, que eram o Lagartixa e Carlos Damião.

Sétimo – O Lagartixa tornara-se suspeito no decorrer do jogo, pois tão depressa segredava com Batoteiro como com o Maneta. No momento em que soaram os tiros, ele contava, na palma da mão, as escassas fichas, recentemente ganhas, antes de as entregar à guarda do Lampanas.

Oitavo – Um dos jogadores estava a beber no momento das detonações, e apanhara um tão grande susto que se engasgara com o vinho.

Depois de saberes que os jogadores dessa noite tinham sido o Batoteiro, o Lagartixa, o Lampanas, o Carlitos, o Manuel e um espanhol chamado Gonzalez, responde:


1º – Qual a disposição dos jogadores, indicando os respectivos lugares? Porquê?
(analisa bem a disposição da mesa e os depoimentos dos jogadores)
2º – Qual dos jogadores era canhoto? Porquê?
3º – Qual dos jogadores estava a beber? Porquê?
4º – Qual dos jogadores assassinou ”O Batoteiro”? Porquê?
(repara que para poder disparar sobre “O Batoteiro”, o jogador teria de ter uma das mãos livres)
DESVENDA O ÚLTIMO CAIS...

sábado, 22 de maio de 2010

Resposta ao V Cais

1- Verdade,eles não lucravam em mentir

2- Z de “Zé”, lançar suspeitas de crime sobre José Garcia.

3- Letra z, o que nos leva a concluir que se trata de suicídio.
Autópsia e análise de whisky confirmou que o veneno produzira a morte instantânea, sendo impossível ao industrial de escrever a letra z com tanta precisão
Relação do casal

4-Era médico,logo conhecia o efeito das drogas e produtos químicos
-O industrial encontrava-se à beira da falência e nada o poderia salvar

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ENIGMA V

O 5º CAIS - MISTÉRIO DA LETRA Z

Às 23 horas o conhecido industrial Arnaldo Silveira foi encontrado sem vida, tombado sobre a secretária do escritório da sua residência.
O doutor Macedo, velho amigo da família, chamado a toda a pressa, compareceu passados 10 minutos e, após um exame sumário, aconselhou a esposa do falecido e uns visitantes do casal, que se encontravam presentes, a reclamar o auxílio da polícia.
Decorrida meia hora o agente Eduardo Salgueiro dava começo às investigações. Apurou, assim, que nessa noite, como frequentes vezes sucedia, se tinham reunido em casa do industrial os seus antigos condiscípulos José Garcia e Álvaro Duarte e uma visita acidental, Fernando Lopes.
Tinham soado as 22 horas quando Arnaldo Silveira se retirou para o escritório, alegando urgência em rever um relatório referente ao movimento da sua importante venda de produtos químicos, convidando José Garcia para trocar com ele algumas impressões.
A reunião prosseguiu, iniciando-se, um quarto de hora depois, um jogo de cartas, já com a presença de José Garcia.
Quase às 23 horas Emília Silveira, a esposa do industrial, encaminhou-se para o escritório, a fim de procurar um livro que Álvaro Duarte lhe pedira.
Momentos passados os visitantes acorreram em sobressalto, atraídos por um grito estridente. Deparou-se-lhes o corpo de Arnaldo Silveira sentado à secretária, estando o tronco caído sobre o tampo. Os olhos vítreos fixavam-se, teimosamente, na mão direita. Aproximando-se notaram, com espanto, que os dedos encharcados na tinta derramada na secretária – pois os tinteiros estavam entornados – tinham desenhado, com perfeição, numa das folhas do volumoso relatório, um Z maiúsculo. Mais além um fino copo tombado continha algumas gotas de “whisky”.
Segundo declarações do médico, o industrial, nos últimos tempos, bebia desorientadamente, sem dúvida devido ao azar implacável que o vinha perseguindo nos negócios. Na sua opinião a morte fora motivada por envenenamento e ocorrera não havia mais de meia hora. O exame do corpo e o cheiro pronunciado do “whisky” que ficara no copo eram concludentes: empregara-se um veneno poderoso de efeitos instantâneos, dificílimo de obter e, normalmente, apenas conhecido dos médicos. O “whisky” contido no copo não acusava qualquer odor suspeito. É evidente que estas informações ficavam pendentes do resultado da autópsia e das análises do “whisky”.
Os peritos que acompanhavam o “detective” verificaram que as marcas digitais impressas no copo e no frasco pertenciam à vítima e a José Garcia.


Em face desta conclusão o investigador interrogou Garcia. Este apressou-se a explicar:
– É muito natural. Depois de trocarmos impressões acerca dos relatórios desfavoráveis da Companhia, o Arnaldo pediu-me que lhe chegasse o “whisky” que guardava num pequeno armário, conjuntamente com vários copos. Assim procedi.
– Serviu-se também de “whisky”?
– Não. Nunca bebo.
– Viu-o beber na sua presença?
– Ficou a bebericar quando o deixei.


Emília Silveira forneceu as explicações com uma calma extraordinária.
– Os criados estão fora de casa; eram-no já de meus pais. De resto não posso suspeitar de ninguém. José Garcia foi colega de meu marido no liceu e no curso de medicina onde estudaram juntos até trocarem a carreira de médico pela dos negócios. É recebido nesta casa sem a menor cerimónia, sendo considerado pessoa de família. Álvaro Duarte, também condiscípulo no liceu, fez-se professor. Visita-nos amiúde e estimamo-lo bastante. Quanto a Fernando Lopes passou connosco o serão acidentalmente. Efectuou diversos negócios com meu marido, tendo-me sido apresentado à meses.

Álvaro Duarte afirmou:
– É meu dever elucidá-lo. Não deixarei de lhe contar o que sei. Emília Silveira mantém relações com José Garcia. Todos o sabem. É possível que o pobre Silveira o ignorasse, sempre tão preocupado com a fábrica que ia de mal a pior, é possível que soubesse. Enquanto ele descia o José Garcia firmava uma belíssima posição comercial. É assim a vida.

A autópsia e as análises corroboraram as afirmações do médico e vieram dar certeza às deduções que o agente Salgueiro estabelecera.
Estava desvendado “O Mistério da letra Z”.



QUESTIONÁRIO:

1º – Os interrogados falaram verdade ou mentira? Porquê?
2º – O que teria levado Arnaldo a traçar a letra Z?
3º – Qual foi o primeiro indício que conduziu o “detective” ao esclarecimento do mistério? Porquê?
4º – Qual foi a solução do agente Salgueiro?

Conseguiras desvendar o Último Cais?

____

Como habitual, têm uma semana para responder. A resposta a este enigma deverá ser entregue até dia 18/Maio, 2ª feira, para o mail medforense.esmc09@gmail.com


domingo, 9 de maio de 2010

Resposta ao III e IV Cais

III.
• A frase que o prof. Fernando disse foi “vou ser cozido em água”. (30pontos)
• Aí, os nativos ficaram face a um dilema: se o cozessem em água, esse facto tornaria a afirmação verdadeira, pelo que o teriam de fritar em óleo; só o poderiam fritar em óleo, se afirmação fosse verdadeira, pois se o fizessem, isso tornaria a última frase numa mentira. (15 pontos)
• Assim, os nativos não tiveram outra hipótese senão soltar o prof. Fóssil. (15pontos)


IV.
• O facto de a empregada afirmar falava entusiasmado por estar em Portugal. (25 pontos)
• Como Wanderlei de Sousatinha nascido e vivido sempre no Brasil, não teria escrito as palavras “recepção” e “baptismo” tal como apareceram na nota, que é a forma gramatical como os Portugueses as escrevem. Um Brasileiro escreveria “receção” e “batismo”. (25pontos)

sábado, 1 de maio de 2010

MEDICINA LEGAL EM PORTUGAL

É uma área com futuro, visto que a taxa de criminologia em Portugal está a aumentar. Em Portugal, a taxa de mortalidade violenta é pequena, e por isso esta profissão não é muito divulgada. No entanto com toda a promoção feita pelas séries televisivas que todos conhecemos, como por exemplo, CSI, despertou o interesse de grande parte da população e assim Medicina Legal faz parte de uma área em grande desenvolvimento no nosso país.
Em termos de licenciatura, não existem cursos na área da medicina legal em Portugal, apenas Mestrados e Pós-Graduações. No entanto existem cursos relacionados com a área forense e criminal em que já existe licenciatura, como é o caso da Psicologia Criminal e da Criminologia, e o mais recente curso existente no Instituto Egas Moniz, a Licenciatura e Mestrado em Ciências Forenses e Criminais.

Instituto Nacional de Medicina Legal - INML
O Instituto Nacional de Medicina Legal é responsável por dar resposta às necessidades da sociedade e auxiliar a Justiça, cooperando com tribunais e autoridades policiais realizando os exames e as perícias de medicina legal e forenses que lhe forem solicitados bem como prestar-lhes apoio técnico e laboratorial especializado, no âmbito das suas atribuições.
As áreas mais desenvolvidas pelo INML são a Clínica Forense, Patologia Forense, Genética e Biologia, Psiquiatria, Anatomia Forense e Toxicologia.
No ensino, investigação e divulgações científicas, o Instituto exerce as suas competências em colaboração com as universidades, especialmente escolas médicas, com outros estabelecimentos de ensino superior e com instituições de investigação nas áreas do ensino, da formação e da investigação científica no domínio da medicina legal e de outras ciências forenses.
O Instituto colabora estreitamente na formação pré-graduada, e promove a formação pós-graduada, bem como a realização de trabalhos e estudos de pesquisa e investigação científica, por si e em colaboração com outras entidades, cabendo-lhe também o desenvolvimento de acções de formação de médicos legistas e de outros médicos peritos, e outras dirigidas a profissionais que trabalham nas áreas do Direito, da Justiça e da Saúde.

O que fazer se for vítima de um crime?
Nos termos da legislação em vigor, as vítimas de crimes de violência doméstica, maus tratos, ofensas corporais e agressões sexuais, podem efectuar a respectiva denúncia directamente nas delegações e gabinetes médico-legais do INML, I.P., sem necessidade de intervenção prévia de qualquer autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal.
O INML, I.P., transmitirá posteriormente a denúncia ao Ministério Público, bem como o relatório do exame pericial concretizado Após a denúncia proceder-se-á ao respectivo exame pericial médico-legal, envolvendo a colheita de eventuais vestígios.
No âmbito da sua intervenção pericial, o INML, I.P., promove, sempre que necessário, o acesso das vítimas de crimes a instituições de apoio à vítima ou aos serviços de saúde.*


*NOTA: Após o acto de violação a vitima não se deve lavar, pois assim terá provas seminais e até possíveis provas sanguíneas. Não lavar a sua roupa, mas sim expô-la ao ar e não colocar em sacos de plástico para que não haja reacções com o plástico.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O 3º CAIS

Enquanto explorava a floresta da Amazónia, o prof. Fonseca foi feito prisioneiro por indígenas que Ihe disseram que ele podia, como último pedido, dizer a forma como gostaria de morrer. Se a afirmação que ele fizesse fosse falsa, seria cozido em àgua; se fosse verdadeira, seria frito em óleo. Como o prof. Fonseca não achou nenhuma das opções atractiva, tinha que pensar numa frase que o pudesse tirar daquela inverosímil situação.

Qual foi a frase que ele disse? Apresenta, de forma clara, o teu raciocínio.



O 4º CAIS

O corpo de Wanderlei de Sousa, o famoso novelista Brasileiro, apareceu tombado sobre a secretária do seu quarto de Hotel. A sua mão jazia perto de um frasco vazio de comprimidos para dormir. Uma nota do suicida foi encontrada na sua secretária.

- Tão estranho, eu estava a carregar a bagagem do Sr. Wanderlei de Sousa enquanto ele falava entusiasmado sobre a sua estadia em Portugal. De facto, ele disse-me que era a primeira vez que estava fora do Brasil e que estava a planear escrever a sua próxima novela tendo Lisboa como cenário. - disse a camareira.

O inspector responsável pelo caso olhou para a nota deixada pelo morto, e leu:

" Perdi a vontade de viver. A recepção que me fizeram não foi a esperada. Já recebi todas as honras que o meu trabalho me podia dar. As minhas novelas são a razão da minha existência, mas olhando para trás, penso que não passam de leituras de cordel. Foi um baptismo de fogo. À medida que as cores se vão tornando cada vez menos nítidas, tenho a certeza que serei melhor recebido no outro mundo. "

Baseado nisto, o inspector afirmou com toda a certeza que Wanderlei de Sousa tinha sido assassinado.
Como é que ele podia ter tanta certeza?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Resposta ao II Cais

1.
A-O crime tinha ocorrido há cerca de uma hora. Eram 11 horas em Portugal. Logo, em consequência da diferença do fuso horário entre Portugal e a América, a emissão estava a ser transmitida dali às 5 horas da manhã e, tendo o crime ocorrido uma hora antes, podemos situá-lo por volta das 4 da manhã.
B-Nestas circunstâncias, como poderia o “amigo” da vítima ter reconhecido, a cerca de cem metros, de noite, uma pessoa que mal conhecia, pois fora-lhe apresentada na véspera e quase nem olhara para ele?
C-Afirmou ainda Parsoms: “Há pouco mais ou menos uma hora, logo à hora do crime, fui visitar Percy…” Mas, como poderia ele saber a hora do crime, se não tivesse sido o seu autor?

2.
Resposta aberta, desde que plausível com as provas citadas anteriormente

quinta-feira, 1 de abril de 2010

CONTRIBUIÇÃO DA MEDICINA LEGAL PARA A JUSTIÇA E O DIREITO

O Direito é uma ciência social que estuda o sistema de normas jurídicas e pode-se dividir em vários ramos:

Direito civil – tem como objectivo estabelecer os parâmetros que regem as relações jurídicas. Por isso estabelece as condições em que os membros de uma comunidade podem relacionar-se nos mais diversos sentidos. O direito do trabalho, o direito comercial e o direito do consumidor encontram a sua origem no direito civil.

Direito penal – É o ramo do Direito dedicado às normas escritas pelo legislador com finalidade de proteger os bens jurídicos vitais para a sociedade. Por exemplo um crime de furto representa uma ofensa ao bem jurídico do património e um homicídio constitui uma ofensa ao valor jurídico da vida humana.

Medicina Legal como auxiliar do Direito
A Medicina Legal é a área da Medicina onde são estudados meios de auxiliar a justiça a esclarecer factos que só podem ser desvendados com o conhecimento médico ou biológico.
Além do conhecimento da Medicina e do Direito, exige-se o conhecimento de outras ciências afins para se afirmar com mais precisão o resultado final de uma perícia e esclarecer correctamente o raciocínio do perito ou médico-legista.

Em tribunal são utilizados documentos médico-legais por parte de um especialista em Direito e que elaborados por especialistas em Medicina Legal para se provar a verdade de um facto.


O que são documentos médico-legais?

São documentos onde é escrita toda a informação, fornecida por um médico, em que relata toda a matéria médica de interesse jurídico, e estão divididos em 3 tipos:
A) Atestado
B) Relatório
C) Parecer Médico-Legal


A) É uma simples declaração por escrito, solicitada por um Juíz, sobre um facto médico e as suas consequências.

B) É a descrição minuciosa de um facto médico e das suas consequências.

Constituição de um relatório:
1) Preâmbulo: tipo e data do exame; identificação do processo judiciário; identificação da vítima (nome, filiação, sexo, data de nascimento, estado civil, profissão, naturalidade, nacionalidade, residência, bilhete de identidade e impressão digital do dedo indicador direito – se necessário)

2) Informação: data, local, mecanismo, tipo e circunstâncias do evento traumático; descrição das lesões resultantes, contemplando todos os registos clínicos; estabelecimento médico a que houve recurso, complicações surgidas e tratamentos efectuados; data de alta hospitalar; data de reinicio da actividade profissional ou outras circunstâncias como desemprego ou reforma.
Descrição das circunstâncias do evento, designadamente a vivência do trauma pela vítima, para posterior valorização das queixas subjectivas e de danos permanentes relacionados com perturbações de stress pós-traumático.

3) Antecedentes: descrevem-se os antecedentes pessoais patológicos e/ou traumáticos que podem influenciar o resultado final do estado clínico da vítima. Descrevem-se também os aspectos relevantes dos antecedentes patológicos familiares e de histórias de violência, caso existam. Este capítulo é fundamental para a análise do estado anterior da pessoa relativamente ao traumatismo.

4) Estado actual: inclui o estado geral da vítima, as queixas e o exame objectivo.

As queixas são descritas de acordo com dois níveis: as funções e as situações de vida.

a) As funções referem-se às capacidades físicas e mentais do ser humano, tendo em conta a idade e o sexo.

b) As situações de vida referem-se à confrontação entre uma pessoa e a realidade de um meio físico, social e cultural. Estas são descritas de acordo com os seguintes aspecto :

• Actos de vida corrente;
• Vida afectiva e social;
• Vida profissional ou de formação.

No exame objectivo deve ser descrito o estado geral da vítima, fazendo-se depois uma descrição orientada das cicatrizes, dismorfias, amiotrofias, dismetrias, alterações de estabilidade articular, desvio dos membros, perda de segmentos ou órgãos, alterações na força, sensibilidade e equilíbrio, sempre comparando com o lado contra-lateral.
O exame descreve-se de acordo com as seguintes regiões:

• Crânio;
• Face;
• Pescoço;
• Coluna e medula;
• Tórax;
• Abdómen.
• Membro superior direito;
• Membro superior esquerdo;
• Membro inferior direito;
• Membro inferior esquerdo

5) Exames complementares: possui as conclusões dos exames solicitados pelo perito, com data e indicação de proveniência dos mesmos.

Caso não seja possível concluir o relatório por ainda não ter sido atingida a consolidação médico-legal ou por serem necessários exames de outras especialidades, são apresentadas conclusões preliminares.
Pelo contrário se for possível apresentar uma conclusão final, elabora-se um capítulo designado “Discussão” onde se apresenta a interpretação das observações anteriormente descritas, se discute o nexo de causalidade entre o traumatismo e o dano, a data de consolidação, e se fundamentam conclusões definitivas.

Os relatórios elaborados nos diferentes âmbitos do Direito (penal e civil), apenas diferem nos capítulos da “Discussão” e “Conclusão”, de acordo com os diferentes objectivos específicos de cada um desses ramos.

C) É a resposta escrita pela autoridade médica, à consulta formulada com o intuito de esclarecer questões de interesse jurídico.

domingo, 21 de março de 2010

Entrega da resposta ao enigma II

A todos os participantes do "Desvenda o Último Cais" informa-mos:
Visto que tanto a semana que passou como esta próxima são semanas de testes e entrega de trabalhos, a resposta ao segundo enigma pode ser entregue até dia 4 de Abril.

O Último Cais

quarta-feira, 17 de março de 2010

Resposta ao enigma I

O Primeiro Cais - Respostas correctas:

1. Os motivos que levaram o investigador a prender o guarda foram:
- O relógio do organista parou na altura do crime (12.oo). Tendo em conta o depoimento do guarda "Sr. Cardoso que chegou à igreja por volta das 11 horas (...) Mais tarde, passada uma hora e meia, eu quis a ir almoçar. Então, fui avisar o Sr. Cardoso, mas do claustro, reparei no Sr. Cardoso, sentado, a tocar órgão(...)", o guarda conseguia ver e ouvir o Sr. Cardoso a tocar ao 12.30. Isto seria impossível. [15 pontos]
- O claustro situa-se no exterior das igrejas, o que tornaria impossível ao guarda ver José Cardoso no coro alto a tocar. [5 pontos]
- O som produzido por um órgão de tubos é de tal maneira forte e imponente que não era possível ouvir-se o ruído do tiro. [5 pontos]
- A pasta e a cadeira, apesar de serem elementos invulgares, visto que a primeira não foi achada e a segunda já devia estar no coro alto, são irrelevantes como prova incriminatória do guarda.

2. Aceitamos qualquer resposta desde que fosse coerente com os dados fornecidos no enigma. [25 pontos]

terça-feira, 16 de março de 2010

ENIGMA II - Crime em Chicago

O Segundo Cais
Crime em Chicago

São 11 horas da manhã. Estás a ouvir o teu programa favorito da rádio onde está a ser traduzido um caso policial em directo de Chicago (E.U.A).

«Atenção radiouvintes! Atenção ao Departamento de Polícia onde estamos a transmitir os depoimentos dos principais suspeitos implicados na morte do célebre milionário Percy Smith. O corpo foi encontrado morto há cerca de uma hora e desconhece-se a causa da morte. Atenção!
1º Depoimento - A Secretária: Afinal, que sei eu? Nada, infelizmente. Quando ouvi barulho (eu moro cima do escritório do Percy), desci e vi-o, morto! É tudo o que sei. Oh, destino cruel!
2º Depoimento - A Noiva: Meu amor, meu Percy! Tão cedo partiu e tão ingloriamente... O que vai ser de mim!? Deve ser obra daquela mulher, da secretária! Meu Deus! Ontem estava tão alegre, em minha casa...
3º Depoimento - Sir Alexander Montreal: O que eu sei é de extrema inutilidade ... Ou, por outro lado, de extrema utilidade para o criminoso. Sim, de certo que houve crime. O Percy era covarde de mais para se suicidar. Apenas sei que está morto e que ontem, por volta da meia-noite, saiu de minha casa bem-disposto.
4º Depoimento - Sr. Parsoms, um antigo "parasita" da vítima: Na noite passada, acompanhei o Percy a casa do seu amigo, Sir Montreal, ao qual fui apresentado. Mal reparei nesse novo amigo. Reparei, sim, na sua gentil filha mas, infelizmente, ela estava noiva do Percy. Há cerca de uma hora, perto da hora do crime, fui ter com Percy ao seu escritório e, quando estava a pouco mais de 100 metros de distância do local, vi Sir Montreal a sair furtivamente por uma janela do edifício. Não sei o que foi lá fazer. Isso é com ele, ok?»

Ficas-te curioso?

Investiga, tendo em conta todos os depoimentos:
1. Quem matou Percy Smith? Justifica.
2. Porque achas que ele(a) cometeu este crime?

P.S.: Não te esqueças da diferença de fuso horário entre Portugal e Chicago

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INFORMAÇÃO:
Podes enviar a resposta para o nosso e-mail medforense.esmc09@gmail.com ou entregá-la na biblioteca da escola (no acto de entrega refere que a resposta deverá ser entregue ao grupo de Área de Projecto do 12ºA que está a fazer o trabalho sobre "Medicina Legal").
A resposta deverá ser entregue até ao dia 21 de Março (Domingo).

Amanhã iremos postar a resposta correcta do Primeiro Cais.

terça-feira, 9 de março de 2010

ENIGMA I - A Morte em tempo de Quaresma

O Primeiro Cais
A morte em tempo de Quaresma

No coro alto da igreja de um mosteiro, junto ao órgão de tubos, foi encontrado o cadáver de um homem.
Tratava-se de José Cardoso, o organista da igreja.
Junto a si, encontrava-se a cadeira onde se sentava para praticar, caída no chão, e uma bala, que mais tarde se apurou pertencer à arma utilizada na morte do músico.
A equipa de ciência forense, contactada pelo guarda do mosteiro, mal chegou ao local, após o isolar a área do crime, começou por fazer uma análise minuciosa ao recinto do coro alto, onde José fora assassinado. Foi logo no momento determinado que o crime se tratava de um assassinato porque o posicionamento da bala não deixava dúvidas de que se tratava de um homicídio.
Alguém matou o desafortunado músico, deixando ao pé do cadáver a arma do crime, no intuito irrisório de simular um suicídio.
Além da cadeira tombada e do relógio de bolso de José Cardoso parado nas 12 horas (que intuitivamente concluiu-se que a paragem do relógio foi causada pela queda do relógio no momento do disparo), não foram descobertas mais nenhumas provas relevantes para o desvendar do crime.
Restava, para raciocínio final e estudo do problema, ouvir o relato do guarda, pois era a única pessoa que se encontrava no local à hora do crime.

“O Sr. Cardoso que chegou à igreja por volta das 11 horas e, depois de me cumprimentar, pegou numa cadeira e na sua pasta e encaminhou-se para o coro alto, dizendo que iria ensaiar alguns números do seu vasto reportório, que iria tocar agora no tempo da Quaresma.
Mais tarde, passada uma hora e meia, eu quis a ir almoçar. Então, fui avisar o Sr. Cardoso, mas do claustro, reparei no Sr. Cardoso, sentado, a tocar órgão, e não o quis interromper. Ao sair pela porta principal ouvi qualquer coisa que me pareceu um tiro e deixei de ouvir o órgão de tubos.
Assustado, retrocedi, e caminhei apressadamente para o coro alto, encontrando aí o Sr. Cardoso morto.
Foi então que chamei a polícia. Não sei mais nada!”.

O investigador esboçou um sorriso vitorioso quando acabou de ouvir o relato do guarda do mosteiro. Apenas disse: “Há, nas suas declarações, alguns aspectos que não estão certos. Terá de me explicar melhor no posto da Polícia Judiciária. Considere-se preso.”

PERGUNTAS:
1- O que levou o investigador de ciências forenses e criminais a prender o guarda do mosteiro? Enuncia as razões e explica-as.
2- Que te parece que tenha acontecido?

CONSEGUIRÁS DESVENDAR O ÚLTIMO CAIS?


Até breve!
“O Último Cais” – 12º A , Área de Projecto
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Informação:
Como foi referido no e-mail a quem foi possível enviar, este enigma deverá ser resolvido até Domingo, dia 14 de Março. Aos participantes que não responderem até à data será atribuída a pontuação de 0 pontos.
A resposta ao enigma será exposta apenas no blogue durante a semana seguinte.
O Enigma II será afixado nos pavilhões e divulgado no nosso blogue a partir de dia 15 de Março, 2ª feira.

segunda-feira, 1 de março de 2010

PERÍCIAS E PROCEDIMENTO CLÍNICOS

Relembrando, um perito é aquele que interpreta factos, criando assim provas que conduzirão a uma decisão por parte do juiz
Elas são realizadas através de exames de: clínica médico-legal, patologia forense, biologia e genética forense e toxicologia. Podem ser realizadas em seres humanos vivos, cadáveres, esqueletos, animais e objectos.
Nos vivos, os exames são realizados no intuito de diagnosticar lesões corporais, paternidade, contaminações, doenças, etc.
Nos cadáveres e nos esqueletos visam identificá-los e diagnosticar a causa de morte. Ainda nos cadáveres pode ser identificada a presença de veneno ou droga.
Nos animais, as perícias são realizadas para identificação da arma agressora, toxicologia, etc.
Nos objectos como pêlos, unhas, impressões digitais, esperma, sangue, roupas, móveis, utensílios são realizados exames periciais para identificação.
Um perito deve saber dar resposta ao objectivo das perícias, de forma imparcial e objectiva, e traduzir a sua complexidade por palavras simples para que juristas e outros profissionais a possam apreciar sobre bases concretas, de modo a que a decisão judicial seja adequada.
É este que, posteriormente, realizará o relatório pericial tendo em conta o objecto da perícia, a linguagem e os conceitos usados e as normas e modelos de relatórios periciais.

Clínica Forense
É na área de Clínica Forense que se realiza a avaliação do dano corporal (incluindo exames sexuais), avaliação do estado psicológico e psíquico da vítima e outros envolvidos entre outros exames necessários.
Possui três disciplinas dentro da área: a Clínica Médico-Legal, a Psiquiatria Forense e a Psicologia Forense

A Clínica Médico-Legal é a disciplina que analisa as causas que podem deformar a capacidade de entendimento da testemunha, da confissão, do delinquente e da vítima. Compete-lhe a realização de exames e perícias em pessoas, para descrição e avaliação dos danos provocados na integridade psico-física, nos diversos domínios do direito, designadamente no âmbito do direito penal, civil e do trabalho.

À Psiquiatria Forense compete-lhe a realização de perícias e exames psiquiátricos e psicológicos solicitados à delegação. É um ramo da medicina legal que se propõe esclarecer os casos em que alguma pessoa, pelo estado especial da sua saúde mental, necessite de consideração particular perante a lei.

A Psicologia Forense estuda os problemas da psicologia normal que interessam à medicina legal. São estudados os limites e modificadores da responsabilidade e da capacidade, as doenças mentais e suas aplicações forenses, a periculosidade e ligeiras referências à medicina legal nas prisões. Estuda o depoimento dos menores, dos idosos, dos psicopatas, dos emocionados e apaixonados, das mulheres, aprecia o depoimento oral e escrito.

Patologia Forense
É na área de Patologia Forense que se realizam exames do hábito externo de cadáveres como: autópsias, exumações, embalsamamentos, estudos antropológicos, exames histopatológicos.
Possui quatro disciplinas dentro da área: a Tanatologia, a Anatomia Patológica, a Antropologia e Odontologia.

A Tanatologia Forense é a componente da medicina legal que está ligada aos fenómenos da morte, interessando-lhe o estudo minucioso do cadáver. Como tal, a principal técnica utilizada nesta área é a autópsia médico-legal. Essa autópsia é realizada sempre que haja uma morte violenta pois, se a morte for natural não é necessário um estudo tão minucioso.
A autópsia médico-legal tem como objectivos a identificação do cadáver; o mecanismo da morte e a sua causa.
Pode considerar-se que ela compreende duas fases: exame externo e exame interno.
No exame externo o médico legista analisa vestígios que sejam visíveis a “olho nu” como queimaduras e cortes.
O exame interno compreende a abertura do cadáver. Este procedimento tem em vista a observação directa dos órgãos e sistemas para que se possam registar as suas alterações morfológicas, patológicas ou traumáticas, sendo estes muitas vezes retirados para serem vistos individualmente. Pode também ser necessário a recolha de fluidos corporais ou vísceras e seus conteúdos para exames complementares.

A Anatomia Patológica é o ramo da Patologia que estuda as lesões causadas pelas doenças.
O
médico especialista em Anatomia Patológica é o responsável pelo exame de qualquer tecido ou órgão retirado de um indivíduo. Após minucioso exame macroscópico e microscópico, o Patologista chega a uma conclusão diagnóstica que vai orientar o tratamento e prognóstico do paciente.

A Antropologia Forense é a aplicação legal da ciência antropológica, com o objectivo de ajudar à identificação de cadáveres e à determinação da causa de morte. Este ramo da antropologia é aplicado em situações em que existem danos consideráveis induzidos a um corpo, vestígios esqueléticos ou outro qualquer material que se assemelhe a tecido ósseo, tais como a decomposição do mesmo, amputações, queimaduras severas ou qualquer outro elemento que cause a deformação do corpo ao ponto de se tornar irreconhecível.

A Odontologia Forense é uma área da medicina que aplica o conhecimento técnico – cientifico da estrutura dentária do cadáver, com fins de identificação.
Os dentes são estruturas fundamentais à identificação médico-legal, devido à sua resistência e especificidade podendo oferecer dados sobre o cadáver como: grupo racial, sexo, idade, altura, determinadas profissões e dados particulares.
Foi através da medicina dentária forense que se identificaram vítimas de catástrofes como o ataque ao World Trade Center, em 2001, ou do tsunami em Dezembro de 2006, na Ásia.
Esta especialidade está a evoluir favoravelmente em Portugal, mas o seu reconhecimento ainda está muito longe do que se deseja.


Toxicologia
A toxicologia é a ciência que identifica e quantifica os efeitos prejudiciais associados a produtos tóxicos - qualquer substância que pode provocar danos ou produzir transtornos no equilíbrio biológico. Estudam-se os tóxicos e as intoxicações para se conseguir estabelecer os limites de segurança entre estes e os meios biológicos.
Compete-lhe assegurar a realização de perícias e exames laboratoriais químicos e toxicológicos no âmbito das actividades da delegação e dos gabinetes médico-legais que se encontrem na sua dependência, bem como a solicitação dos tribunais, da Polícia Judiciária, da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana da respectiva área e do presidente do conselho directivo.

Genética e Biologia
A genética e biologia forense é uma das áreas da ciência forense, que utiliza os conhecimentos e as técnicas de genética e de biologia molecular, para apoiar e auxiliar a justiça, a deslindar casos sob investigação policial e/ou do Ministério Público como:

• análise de vestígios orgânicos como manchas de sangue encontradas nos locais dos crimes, de sémen deixado nas vítimas de crimes de natureza sexual, de pêlos ou cabelos;
• identificação biológica de parentesco(identificação de paternidade ou maternidade, entre outros);
• identificação genética individual (identificação de um corpo ou fragmentos de um corpo);

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mudança da data de incrições

Olá pessoal!
Tivemos conhecimento de que houve alguma demora na divulgação do nosso concurso e para que ainda haja oportunidade de TU te puderes inscrever, decidimos ampliar a data de inscrição.
As incrições passam a poder ser feitas até ao final desta semana, dia 26 de Fevereiro.

Para a próxima semana começarão a divulgação dos enigmas.

Até breve!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CONCURSO - Desvenda o último cais

Caros investigadores!

Após o atribulado 1º Período com organizações, trabalhos e etc, vamos finalmente realizar o nosso concurso.

“DESVENDA O ÚLTIMO CAIS”

É o nome do nosso concurso e destina-se a toda a comunidade escolar interessada em desvendar enigmas e resolver problemas ligados à área da Medicina Legal.
Irá decorrer entre 1de Março 30 de Abril.

Este concurso consistirá na resolução de 7 enigmas que serão expostos, um por semana, nos pavilhões da nossa escola (incluindo o pavilhão polidesportivo) e aqui no nosso blogue.
Cada enigma irá consistir num crime que, no final, terás que desvendar o criminoso, e/ou arma do crime (caso seja homicídio) e/ou como foi realizado o crime.
As respostas aos enigmas corresponderão a determinados pontos que irão ser somados ao longo de todo o concurso.

Para que as tuas respostas cheguem até nós, podes entregá-las até ao final de cada semana na biblioteca da escola ou enviá-las para o nosso endereço de e-mail:
medforense.esmc09@gmail.com.

Para poderes participar tens apenas que te inscrever ou na biblioteca ou mandar um e-mail para o nosso endereço. As inscrições irão decorrer entre 8 de Fevereiro a 26 de Fevereiro.
Caso queiras inscrever-te na biblioteca irá estar, junto da funcionária, um papel de inscrição. Caso queiras inscrever-te via internet, tens de referir no e-mail o teu nome, número, turma, idade e e-mail para o qual, caso seja necessário, possamos te contactar.

Agora, a parte melhor. O vencedor irá receber um cheque Fnac com o qual pode comprar o que quiser em todas as lojas Fnac e ainda um pac de jogos para computador do CSI!

CONSIDERAS-TE CAPAZ?

SERÁ QUE CONSEGUIRÁS RESOLVER OS NOSSOS ENIGMAS?

CONSEGUIRÁS DESVENDAR O ÚLTIMO CAIS?

METE-TE À PROVA …

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

CONTRIBUIÇÃO DAS CIÊNCIAS FORENSES E INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PARA A MEDICINA LEGAL

O recurso à ciência forense passou de excepção a regra em meio século.
Há alguns anos atrás, os exames forenses eram situações raríssimas. Hoje, dão origem a diversas séries de televisão que circulam à volta de peritos forenses expeditos em dar aos vestígios de crime um significado. Estas séries têm entusiasmado os jovens desta geração, iludindo-os de uma certa forma.
Nestas séries é possível observar um grande número de peritos forenses no local do crime, e muitas vezes, um mesmo homem trabalha tanto no local do crime como no laboratório.
O que é certo, é que o CSI é ficção, mas mesmo assim sendo, não deixa de persuadir o público a acreditar que o que demonstram é a realidade. Mesmo assim, a realidade está cada vez mais perto daquilo que é visto nas series.
Estas séries têm lados negativos e positivos. Por um lado, ignoram a morosidade necessária das coisas, dando ideia de que tudo o que se faz nesta área é cientificamente interessante. Por outro lado, aumentaram a sensibilidade para a preservação dos locais do crime, disciplinando o público.

O LPC, laboratório de polícia científica, pertencente á PJ, existe á meio século, e tem como principal função recolher, analisar e registar vestígios de crime, sujeitando-os a uma série de perícias nos domínios relevantes: balística, biologia, escrita manual, toxicologia.
Este departamento está dividido em três áreas. A criminalística (trabalha fora de portas), deslocando-se ao local do crime e fazendo a primeira recolha de vestígios, que depois distribui pelas outras áreas: biotoxicologia ou físico-documental. Para a primeira vão as substâncias em estado líquido (soros, manchas de sangue); para a segunda seguem os sólidos (documentos, armas, moeda).
Com chegada do ADN os pedidos de exames biotoxicos aumentaram mil por cento, havendo exames que podiam não ser solicitados, mas o ADN entrou na rotina do pedido, banalizou-se. Este devia ser o último recurso, por ser o mais caro e o que exige mais dispêndio técnico.
O LPC faz milhares de análises por ano e ainda é usual que um resultado demore 90 dias a estar pronto, se for urgente.

Criminalística
Foram investidos 400 mil euros na obtenção destes laboratórios, com o objectivo de mudar a proximidade entre os equipamentos e o local do crime. Visto que os vestígios de um crime, nomeadamente os biológicos, deterioram-se. Logo, quanto mais próximo se estiver do local, mais probabilidades existem de se recolher provas sólidas que conduzem ao autor do crime.
Até á altura era necessário deslocar meios do Laboratório de Polícia Científica, localizado em Lisboa, para os locais onde era preciso realizar análises forenses, independentemente da zona do País.

Assim, a Polícia Judiciária, encontra-se preparada para investigar qualquer tipo de crime, quer se trate de homicídio, roubo, furto, ofensas à integridade física ou crimes sexuais.
A nível da biotoxicologia e da área físico-documental, diversas áreas são utilizadas no estudo e análise de materiais recolhidos na cena do crime como por exemplo a química, a física, a balística, a comparação da escrita manual
Isolamento e Preservação de Vestígios nos Locais de Crime
Um dos problemas das perícias em locais onde ocorrem crimes, é a quase inexistente preocupação das autoridades em isolar e preservar adequadamente o local de infracção penal.
Essa problemática abrange três fases distintas.
A primeira: período entre a ocorrência do crime até a chegada do primeiro policial.
A segunda fase compreende o período desde a chegada do primeiro policial até o comparecimento do delegado de polícia.
A terceira fase vai desde o momento que a autoridade policial já está no local, até a chegada dos peritos criminais.

Local do Crime
O local de crime pode ser definido como sendo uma área física onde ocorreu um fato - não esclarecido até então - que apresente características e/ou configurações de um delito.
Ou seja, local de crime é todo espaço físico onde ocorreu a prática de infracção penal. Portanto, é uma área física que pode ser externa, interna ou mista.
Os tipos de delitos que podem ocorrer nos locais de crime são inúmeros. No entanto, para fins de facilidade no fluxo de realização dos exames periciais, procura-se fazer três divisões básicas: crimes contra pessoas, acidente de tráfego e crimes contra o património.
1. CRIMES CONTRA PESSOAS
Nesta classificação de crimes, procura-se colocar todos os tipos de delitos praticados contra as pessoas. Assim, poderemos ter aqui ocorrências que vão desde uma tentativa contra a pessoa até a morte da vítima.


2. ACIDENTE DE TRÁFEGO
Os locais onde ocorreram os acidentes de tráfego trazem uma série de informações materiais, que propiciam a realização - na sua grande maioria - de uma perícia capaz de oferecer toda a dinâmica e a causa determinante do acidente.
3. CRIMES CONTRA O PATRIMÓNIO
Os crimes contra o património são todos os delitos praticados cuja intenção do autor era a de obter vantagem pecuniária ou patrimonial, por intermédio da apropriação de objectos, bens ou valores.

Investigação Criminal
Qualquer investigação terá muito mais probabilidade de sucesso se forem observados dois factores básicos:
– Local adequadamente isolado e preservado.
Este isolamento e a consequente preservação do local de infracção penal são uma garantia de que o perito encontrará a cena do crime conforme fora deixada pelo infractor e pela vítima.
É considerado de extrema importância por ser a única forma de se reunir condições para chegar ao esclarecimento total dos delitos.
– Iniciar imediatamente as investigações no local onde ocorreu o delito;

Procedimentos Policiais
Quando ocorre um delito, fatalmente chegará ao conhecimento da polícia.

Responsabilidade do investigador:
Cabe à autoridade policial dirigir-se imediatamente para o local do crime, a fim de tomar várias providências, dentre as quais a de isolar e preservar os vestígios produzidos naquele evento.
Em muitos casos esta autoridade não poderá deslocar-se até a área onde ocorreu o delito, nessas situações, deve tomar providências e determinar que um agente seu compareça e realize aquelas tarefas em seu nome.

É o investigador que é responsável por todo o processo operacional.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que é uma perícia?

A perícia médico-forense é um conjunto de procedimentos médicos e técnicos que têm como finalidade esclarecimento de um facto de interesse da justiça.
A perícia produz a prova e esta é o elemento demonstrativo de determinado facto, contribuindo para a formação da decisão do juiz.
É, então, uma actividade de interpretação de factos a provar que, constituindo um meio de prova, é efectuada por um profissional especialmente habilitado para a função.
Esta apresenta-se sob a forma de um relatório onde é escrito o resultado dos exames efectuados e se interpreta esses resultados, elaborando-se uma conclusão devidamente fundamentada.
A actividade pericial encontra-se regulamentada nos artigos 151º e 170º do Código Penal.

As perícias podem ser classificadas quanto à natureza da matéria.
Elas são realizadas através de exames de clínica médico-legal, patologia forense, toxicologia forense e biologia e genética. Podem ser realizadas em seres humanos vivos, cadáveres, esqueletos, animais e objectos.
Nos vivos, os exames são realizados no intuito de diagnosticar lesões corporais, paternidade, contaminações, doenças, etc.
Nos cadáveres e nos esqueletos visam identificá-los e diagnosticar a causa de morte. Ainda nos cadáveres pode ser identificada a presença de veneno ou droga.
Nos animais, as perícias são realizadas para identificação da arma agressora, toxicologia, etc.
Nos objectos como pêlos, unhas, impressões digitais, esperma, sangue, roupas, móveis, utensílios são realizados exames periciais para identificação. Um perito deve saber dar resposta ao objectivo das perícias, de forma imparcial e objectiva, e traduzir a sua complexidade por palavras simples para que juristas e outros profissionais a possam apreciar sobre bases concretas, de modo a que a decisão judicial seja adequada.
É este que, posteriormente, realizará o relatório pericial tendo em conta o objecto da perícia, a linguagem e os conceitos usados e as normas e modelos de relatórios periciais.

Que áreas engloba?


De uma forma genérica, a medicina legal compreende as seguintes áreas:
1. Área médico-forense:
a. Clínica Legal
b. Patologia Forense
c. Toxicologia Forense
d. Biologia e Genética Forense

2. Área jurídica:
a. Direito Penal
b. Direito Civil
c. Direito Processual Civil e Penal

3. Outras áreas forenses:
a. Criminalística
b. Ciências Forenses
c. Etc

Relativamente à área médico-forense, ou seja, àquela mais estritamente ligada à medicina em si, espera-se que os seus profissionais, médicos legistas, sejam capazes de:
1. Seleccionar, preservar, colher e acondicionar vestígios;
2. Identificar e caracterizar lesões físicas, psicológicas e sociais e proceder à sua interpretação;
3. Identificar, caracterizar e avaliar as consequências permanentes dessas lesões;
4. Determinar a relação entre lesões e sequelas;
5. Determinar relação entre consequências físicas, psicológicas e sociais;
6. Identificar e despistar vítimas potenciais;
7. Articular-se e com profissionais das outras áreas forenses para melhorar esclarecer e estudar os casos;
8. Trabalhar em conjunto com serviços médicos em geral e outros serviços de apoio a vítimas, tendo em vista orientar o seu tratamento e reintegração/reinserção;
9. Compreender e atendas às questões éticas e legais levantadas pela prática médico-legal;
10. Apresentar, de forma clara, ao sistema de justiça, o resultado das perícias efectuadas, através de relatórios médico-legais.

Qual a importância da Medicina Legal?

A Medicina Lecal ocupa-se de tudo que se relaciona com o direito penal, civil e trabalhista. Ou seja, auxilia a Justiça na elaboração, aplicação e interpretação das leis na medida em que levanta por relevantes para a criação das leis, coopera para o cumprimento e execução de leis já existentes e interpreta dispostivos legais de relevância médica.
A Justiça actual já não consegue prescindir da Medicina Legal visto que esta contribui para o apuramento de soluções de problemas encontrados. Actualmente a Justiça baseia-se muito em factos que foram constatados pela Medicina Legal.


O juiz e a Medicina Legal
Para o juiz, é indispensável o estudo seu estudo, para que possa apreciar melhor a verdade num critério mais exacto, analisar os relatórios periciais e tomar consciência dos factores que constituem o problema jurídico.

O advogado e a Medicina Legal
Os advogados necessitam destes conhecimentos no decorrer das resoluções dos casos de interesse dos seus representados
O advogado deve ser capaz de funcionar como um crítico ou defensor das prpvas apresentadas.

O médico e a medicina Legal
Os médicos carecem dos conhecimentos do Direito Médico, no estudo da jurisprudência médica, imprescindíveis à sua vida profissional
Os médicos necessitam também de uma consciência pericial nos casos que haja interesse da Justiça. A Medicina Legal é ainda importante no:
Direito Penal
Questões relacionadas com agressões ou lesões corporais o aborto
Direito Civil e Penal
Produção e valoração da prova

Além disto, ela é importante na medida em que possui uma vertente ligada à investigação e ao ensino e formação profissional, tendo em vista uma cada vez melhor articulação transdisciplinar no melhor interesse das vítimas de violência, bem como a prevenção da violência e promoção de estratégias de segurança.

O que é a Medicina Legal?

É uma disciplina jurídica que efectua o estudo teórico e prático da Medicina no intuito de fornecer informações que possibilitam o esclarecimento de problemas judiciais e questões de ordem pública.
É um ramo da medicina capaz de elucidar questões da administração da justiça civil e criminal que dependem exclusivamente dos conhecimentos médicos.






Muitas vezes, a Medicina Legal é confundida com outros nomes como medicina jurídica, antropologia forense, medicina da lei e, mais frequentemente, com medicina forense. No entanto, estes nomes são incorrectamente aplicados, isto porque, como por exemplo, a expressão Medicina Forense é como que uma redundância. “Medicina” é uma ciência que estuda o ser humano e que se dedica ao ser humano. “Forense” provém etimologicamente da expressão “para as pessoas (enquanto seres humanos) ”. Logo, a junção de ambas as palavras significaria “Ciência que se dedica às pessoas, para as pessoas”.
Outro aspecto que é comummente frequente acontecer é a associação da Medicina Legal com mortos, autópsias, crimes de homicídio e suicídio. No entanto, a Medicina Legal não é uma Ciência dedicada aos mortos, é, sim, uma ciência que se dedica aos vivos podendo ser aplicada em várias situações crime como violações, situações de violência, acidentes de trabalho, identificação de cadáveres desconhecidos, colheita de material (ex. DNA), exumações, práticas homossexuais, estudo de filiação, avaliação de toxicodependência e, também, autópsias de crimes de homicídio ou suicídio.

Na verdade, no passado a Medicina Legal, apesar de integrar o currículo escolar de escolas médicas, estava restringida apenas à Tanatologia (estudo da morte e das suas repercussões a nível jurídico-sociais). Ao longo da história, sempre foi atribuído aos médicos o papel de prestar cuidados de saúde às pessoas doentes ou traumatizadas sem que se valorizassem certos aspectos fundamentais de natureza legal, sendo a recolha de vestígios de crimes ou a análise das consequências de casos de violência, por exemplo, negligenciada.

Esta falta negava, inadvertidamente, o direito à obtenção de meios de prova criminal, civil do trabalho ou outras.
Entretanto, ocorreram grandes mudanças no último século na nossa sociedade, vindo alterar a abrangência da Medicina Legal e das restantes ciências forenses, nomeadamente no que se refere ao seu papel social. Destacam-se:
1. Aumento da violência voluntária e involuntária
2. Desenvolvimento da ciência médica, quer a nível de cuidados médicos, quer a nível tecnológico
3. Abrangência da noção de saúde e do papel social do médico e da medicina
4. Posicionamento do direito e da lei face à tomada de consciência dos direitos humanos
5. Alargamento dos cuidados de saúde para toda a população e extensão desses cuidados não só em termos de assistência curativa e paliativas mas também assistência preventiva

Actualmente, a Medicina Legal é vista como uma ciência em constante expansão, o que implica que as suas matérias e métodos se adaptem às tecnologias, às descobertas científicas e, também, às mudanças sociais e do direito.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Bom ano!

Olá!

Em nome de todo o grupo queremos desejar-vos um óptimo 2º Período!

FELIZ ANO NOVOOOOOOOO!